Como utilizar óleos essenciais em ambientadores


E para começarmos o ano a criar novos hábitos, vamos conhecer com a especialista em óleos essenciais Marju Kivi, da Naturalness, e saber como podemos utilizar os óleos essenciais como ambientadores, quais os cuidados a ter e os mais indicados.

Olá a todos! Sou a Marju Kivi, uma estoniana que vive em Portugal há dezoito anos e se dedica à produção e estudo de óleos essenciais portugueses, Naturalness, juntamente com a minha familia, que são portugueses. Valorizamos a flora portuguesa! Acreditamos que ainda há muito trabalho para fazer (nomeadamente convencer as familias a voltar para o interior e a viver da agricultura). No entanto as terras estão à espera! E a qualidade da vida existe aqui, no interior de Portugal! Hoje deixo aqui um curto esclarecimento sobre um tema que está na moda: utilização de óleos essenciais num ambientador - sim, há cuidados a ter. Aparelhos para difusão. Encontra-se disponível uma gama alargada para satisfazer cada consumidor. No entanto, os mais adequados são aqueles que podem ser programados para desligar durante o período do seu funcionamento. Antes de ligar o aparelho que adquiriu, deve consultar as instruções sobre o seu correto manuseamento. Deve confirmar o tamanho do reservatório e qual a quantidade de óleo essencial recomendada. Antes de utilizar o aparelho, há quatro fatores a ter em conta.


O primeiro: qual é o objetivo da vaporização de óleo essencial? Cheirar bem? Criar um ambiente acolhedor e confortável? Purificação do ar? Alívio da dor de cabeça ou respiração obstruída? Temos que ter em conta o que queremos fazer porque cada óleo essencial tem as suas propriedades!

O segundo: o tamanho do espaço interior onde o aparelho será ligado. Um quarto pequeno não necessita de uma dose elevada de óleo essencial. O doseamento é algo individual e pode ser ajustado tendo em conta a experiência de cada um. Duma próxima vez podem colocar-se mais ou menos gotas!

O terceiro: se neste espaço circulam outras pessoas; será que elas gostam de sentir o aroma que está a ser utilizado? Há animais domésticos a circular - um gato pode ser mais sensível aos componentes voláteis* de um óleo essencial do que um cão.



O quarto: a escolha do óleo essencial! Deixo esta parte ao critério de leitor pois existem óleos essenciais sintéticos, óleos essenciais diluidos, óleos essenciais puros e óleos essenciais puros e biológicos (Naturalness). Falarei sobre a produção de óleos essenciais puros e biológicos: no mundo de aromaterapia ou terapia com os óleos essenciais podemos dizer que menos é mais. Quando temos disponível um óleo essencial que é produzido com a matéria vegetal escolhida cuidadosamente, quando o dia e hora de corte são conjugados com as leis da Natureza, o processamento (destilação por arraste de vapor) é relativo a cada espécie, respeitando-se a quantidade de matéria vegetal que é necessária para a produção de óleo essencial - sei que este óleo essencial tem qualidade e não será necessário de utilizar muito de cada vez. Quais os óleos essenciais que são melhores para cada situação? Escolha adequada para cada individuo - como sabemos isso? Devemos conhecer as propriedades dos óleos essenciais.

Devemos explorar a preferência de cada pessoa (respeitar o gosto pelos cheiros).

Para a respiração obstruída: eucalipto (Eucalyptus globulus), hortelã-pimenta (Mentha x piperita), alfazema (Lavandula angustifolia).

Alivio da dor de cabeça: hortelã-pimenta (Mentha x piperita), alfazema (Lavandula angustifolia).

Adormecer melhor e dormir bem: alfazema (Lavandula angustifolia), erva cidreira (Melissa officinalis).

Dor de garganta ou muscular: eucalipto (Eucalyptus globulus), pinheiro (Pinus pinaster), alfazema (Lavandula angustifolia), salva (Salvia officinalis).


É um facto científico que a melhor maneira de consumir um óleo essencial é através da inalação. Esta ação pode ser feita também diretamente do frasco de modo lento, profundo e alternado por ambas as narinas. Podemos criar sinergias ao nosso gosto! Podemos adequar a intensidade do aroma através da diluição de óleo essencial com um óleo base. A sobredosagem de óleos essenciais pode acontecer. Quando se inalam demasiadas moléculas voláteis, as quais fazem efeito no estado emocional e físico de uma pessoa, podem surgir sintomas de intoxicação (dores de cabeça, náuseas, tonturas). Assim sendo, se tivermos um produto de qualidade, não precisaremos de o utilizar em demasia, nem em quantidade! Comece com uma gota! De seguida, pode misturar com uma outra variedade de óleo essencial! Sinta o resultado (agradável ou desagradável). Parta à descoberta de um mundo sem fim de óleos essenciais!

*especialmente o Linalol, nota disponivel sobre alergenos no folheto Naturalness.

Conheça melhor a Nauralness em https://www.facebook.com/naturalness.cistus/

E no próximo dia 16 de Fevereiro a Marju estará no nosso espaço Mercado Natura em Sintra, a falar de Óleos Essenciais portugueses, aproveita esta oportunidade, consulta o nosso Facebook para mais informações. https://www.facebook.com/mercadonatura.pt/


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